Blog de Viagens

Category Archives: América do Sul

Sempre me perguntei como o turismo no Brasil é tão caro?!?! Porque um país como o nosso, de diversidade continental, com quase 7.500 quilômetros de costa de lindas praias, flora e fauna únicas, culinária e paisagens que arrancam suspiros de visitantes, não consegue decolar?

Seria talvez por termos um dos turismos mais caros do planeta? Ou por falta de apoio do Governo e da criação de um plano nacional nesse sentido?

Fato é, que nem mesmo a escolha do nosso país para sediar Copa do Mundo e Olimpíadas funcionou para alavancar o turismo brasileiro e melhorar nossa imagem no exterior.

Para se ter uma ideia desse “turismo no Brasil tão caro”, encontra-se quase que frequentemente nas agências de viagens pacotes promocionais para países como Estados Unidos e alguns da Europa, já inclusos passagem aérea, hotel e até mesmo carro alugado pelo preço de uma simples hospedagem em hotel 3 estrelas no Brasil. Quem nunca viu aquelas promoções fantásticas em sites de viagens, ou aquelas brincadeiras de que “é mais barato comprar passagem, hospedagem e um iphone novo lá nos EUA, do que comprar o Smartphone aqui no país.

Como exemplo, um pacote de quatro dias, com hotel e voo para o Rio de Janeiro custa 1,5 mil euros (cerca de 4,5 mil reais) numa agência alemã. Em contrapartida, o mesmo pacote para Pukhet, na Tailândia, custa a metade: cerca de 700 euros. Em voo direto, os dois destinos levam cerca de 11 horas a partir de Frankfurt.

Ou seja, quando se compara as opções de turismo no Brasil, levamos um susto. Hoje, viajar para o exterior custa praticamente a mesma coisa que passar uma semana no Nordeste Brasileiro ou Sul do País. E olha que o governo brasileiro criou diversas formas de frear os gastos no exterior, aumentando IOF por exemplo. O turista, antes de mais nada, é muito pragmático e faz a conta. Se chega-se à conclusão de que a Tailândia é mais barato do que o Brasil, bora para a Ásia, e não para a América do Sul.

Segundo a OMT – Organização Mundial do Turismo, o Brasil foi o 42º do mundo em número de visitas de estrangeiros, com aproximadamente 6.4 milhões de turistas. Mesmo com a Copa do Mundo, ficamos atras de países como Ucrânia (12.7 milhões) e Bahrein (10.4 milhões). Vale lembrar ainda, que em 2012 e 2013 ficamos atrás dos nossos vizinhos hermanos Argentinos.

Ou seja, se compararmos nossos vizinhos, hoje o Brasil encontra-se à frente, mas muito aquém de seu potencial turístico, guardadas as proporções e belezas do nosso país. Não restam duvidas que pelo nosso tamanho e atrações que poderíamos proporcionar, deveríamos receber muito mais turistas em comparação aos demais países da América do Sul, fato este que não acontece.

Economicamente falando, somos a 10ª potência mundial, gerando recursos ligados ao turismo de aproximadamente US$ 77,4 bilhões. Mas olhando o cenário mundial, também ficamos para trás na industria turística mundial. Segundo dados da OMC, a Industria do Turismo em 2015, ficou atrás apenas da Industria Petroquímica e da Industria de Produtos Químicos, gerando uma movimentação financeira de US$ 7,6 trilhões e uma exportação mundial de US$ 1,52 bilhões.

Industria do Turismo em bilhões

E aqui vale uma observação importante: Trata-se da única “economia verde” entre as 5 maiores industrias mundiais, capaz de gerar o mínimo de impacto ao meio ambiente, como amplamente discutido na RIO +20, devendo ser enxergado pelos gestores públicos como um grande fator de desenvolvimento econômico. A título de exemplo, vale novamente mencionar a Ucrânia, que assim como a Turquia, incluíram ações de incremento ao turismo em suas agendas e vêm atraindo um número crescente de visitantes. Entre 2006 e 2016 a Ucrânia e a Turquia aumentaram a recepção de turistas de 19 milhões para quase 40 milhões juntos e ficaram entre os 10 principais destinos do mundo.

Ocorre que, na contramão desses fatos, o Governo Brasileiro diminuindo drasticamente seus investimentos no Ministério do Turismo desde 2011, com um pequeno aumento durante a Copa do Mundo, mas com um drástico corte em 2015 de 73%, exatamente 1 ano antes das Olimpíadas, inviabilizando qualquer investimento significativo no setor.

Mas para especialistas no assunto, há problemas que vão muito além da questão orçamentaria. Entre os principais fatores que prejudicam o turismo brasileiro estão a distância em relação aos grandes polos emissores, como EUA e Europa, a gigantesca carga tributaria, que acaba elevando o preço das passagens, hotéis e serviços, a falta de investimento publicitário no exterior, a valorização do real (para com nossos vizinhos) e a falta de acordos com países no que se refere a necessidade de visto.

Destaco nesses pontos, a nossa carga tributária! Sendo uma das maiores cargas tributárias no mundo, o impacto gerado no preço final das passagens, diárias de hotel, cardápios entre outros serviços é avassalador.

Some a isso, o fato dos nossos vizinhos não possuírem capacidade para enviar turistas ao nosso País, como ocorre no por exemplo entre os países europeus.

Assim, não nos resta outra alternativa que desonerar o setor, com a diminuição da carga tributaria que aflige as empresas aéreas, hotéis, restaurantes e toda a cadeia do turismo. Uma mudança radical de mentalidade de nossos governantes, com investimentos em infraestrutura, desoneração da carga tributária, desenvolvimento de políticas públicas de incentivo ao turismo e divulgação do nosso país mundo afora, são as alternativas que nos restam para alavancar o turismo nacional.

Tem alguma coisa errada e o governo precisa rever a sua política para o setor.

Curiosidades sobre o turismo mundial


Olá viajantes! E depois de muito tempo inativo, aos poucos vou tomando coragem e volto a futucar aqui no blog. A dúvida se devo mantê-lo ou não é constante e muito disso pela falta de tempo em me dedicar as edições dos post’s. Além disso, a facilidade das demais redes sociais tais como o Instagram e Facebook só auxiliam a aumentar essa dúvida. Porque não manter o “blog” somente nelas, com fotos e dicas diretas aos seguidores, é um dos pensamentos que vivem me permeando?!?!

Fortaleza (2)

Vista da orla de Fortaleza

Mas hoje não, hj nãooo! Resolvi escrever! E vou tentar contar um pouco da nossa saga em Fortaleza – CE.

O post faz parte da série “Viagens p/ concurso” e chegamos na cidade de Fortaleza de madrugada, graças a falta de voo direito partindo de Vitória.

E por um equívoco meu (é gente, blogueiro de viagem as vezes erra em seus roteiros, hehehehe!) tivemos que esperar pelo horário de check-in no Hall do hotel. Ou seja, dormimos sentados nos sofás da recepção do hotel, até que pudéssemos ir ao nosso quarto.

E a longa espera, terminou com um banho de piscina bem cedo, que acabou por se tornar muito agradável. Entramos no quarto por volta das 10 hs!

Psicina Fortaleza (2)

Piscina do Hotel

Por volta do meio dia, já descaçados da viagem e com fome, muita fome, resolvemos conhecer a Praia do Futuro e suas cabanas. A praia fica localizada Seguindo algumas dicas, procuramos por alguma opção mais calma e acabamos ficando na barraca Vojnilô Praia, que sem que soubéssemos possui esse nome em homenagem a um grande cozinheiro das terras capixabas.

O chef de cozinha macedônio Vicente Bojovski do Restaurante Guaramares.  Isso mesmo, o Chef Lúcio Figueiredo, proprietário da barraca, homenageou seu grande amigo e mentor nos pratos carregados de peixes e frutos do mar e deu nome ao seu restaurante com o termo Vojnilô que nada mais é que Vicente em grego.

chef

Chef Lúcio Figueiredo

A barraca é bem sossegada e charmosa, com uma decoração estilosa toda em branco e azul inspirada na Grécia. Experimentamos a Brochete de Peixe e Caranguejo com “pirão de caranguejo”, uma novidade para nós capixabas (que amamos caranguejos, mas só o comemos na “água e sal”)! Fomos super bem atendidos e recomendo a barraca!

Para quem quiser outras opções, existe na Praia do Futuro de um pouco de tudo. Desde barracas gigantescas com palcos para shows e parquinhos para crianças, aquelas bem chiques e as temáticas com decorações remissivas.

Segue uma seleção de algumas outras barracas de vários estilos:

Entre tantas barracas, as que mais me chamaram atenção, além da Vojnilô é claro, foram:

Santa Praia

Ideal para quem quer curtir com família, com várias opções de lazer e esporte. Quadras de beach tênis e vôlei de praia ocupam a frente da barraca, que nos fundos possui charmosas mesas e cadeiras de madeira num grande gramado.

Tel: (85) 3879.5927

Sunrise Brasil

Estrutura moderna, com requinte, boa gastronomia. Na barraca rola sempre alguma balada exclusiva, fique ligado. Existem ainda jacuzzis e, acredite: móveis importados, direto de DUBAI. É pra se sentir VIP!

Tel: (85) 99938.4647

ATENÇÃO: não caminhe no calçadão ou na praia por áreas ermas; há muitos relatos de assaltos. Nas barracas e no seu entorno imediato, porém, a segurança é total (só não deixe seus pertences de bobeira, claro).

Passamos a tarde na Praia do Futuro e retornamos para o hotel por volta das 17hs. Aproveitamos o final de tarde para descansar já que no outro dia, Dona Gabriela tinha prova. Assim, pedimos comida no quarto e dormimos cedo.

 


Como alguns já sabem, este blog tem alguns colaboradores permanentes e entre eles a Gabriela. E graças a ela, este viajante aqui vem tendo a oportunidade de rodar um pouco por este Brasil varonil. Explico: A Gabi, optou por uma nova profissão, qual seja, “concurseira”. E começamos com o pé direito nessa história! A 1ª prova foi realizada em São Paulo e a 2ª em Florianópolis /SC. E nesse post contarei um pouco de como foi nossa passagem pela Ilha dos Manézinhos.

Ponte Hercílio Luz

Ponte Hercílio Luz

Como fiel escudeiro e viajante que sou, não poderia perder as oportunidades que ela me ofereceu de acompanhá-la, mesmo que por 1 ou 2 dias apenas! Hehehe…

Em pouco mais de um ano, já estivemos em São Paulo, Florianópolis e logo logo estaremos em Fortaleza para mais uma prova! Combinamos, que sempre tentaremos estender a estadia na cidade para depois do dia da prova (p/ que nada atrapalhe a concentração e a preparação dela para a prova) e assim estamos fazendo.

E foi assim, que acabei por conhecer um dos locais mais encantadores do nosso País! Florianópolis, uma cidade maravilhosa!

Ficamos hospedados no Hotel Ibis Florianópolis (review do hotel AQUI). Muito bem localizado, no Centro da cidade de Florianópolis, o hotel possui um ponto de táxi bem na frente, com opções de restaurantes, bares, supermercado, entre demais serviços bem próximos. A rede Ibis enquadra-se naquele quesito BBB (Bom, Bonitinho e Barato). É uma opção sem muitos riscos de errar quanto a prestação dos serviços básicos de um hotel e sempre nos atende muito bem.

Chegamos a Ilha de Florianópolis na sexta feira por volta das 18hs. O aeroporto fica um pouco afastado do centro da cidade e acabamos sofrendo com a “hora do rush”. Vale lembrar que Florianópolis é uma Ilha, e assim como Vitória (onde moramos), sofre com os horários de pico por não possuir muitas alternativas de entrada e saída da Ilha.

Já acomodados, partimos para um pequeno reconhecimento da área ao entorno do Hotel como de costume. Acabamos por realizar um lanche numa padaria muito charmosa (ela possui uma enorme mesa comunitária) a algumas quadras do nosso Hotel, de nome “O Padeiro de Sevilha” e retornamos ao hotel para descaçar.

O Padeiro de Sevilha

Padaria O Padeiro de Sevilha

Como a Gabriela realizaria a prova no Domingo, tínhamos o sábado pela manhã para conhecermos a região central de Florianópolis e a segunda-feira para nos aventurarmos em algum passeio. E assim o fizemos, como vc´s verão adiante!

Como o hotel fica muito bem localizado, estávamos próximos a diversos pontos turísticos, e logo pela manhã de sábado saímos batendo perna pelo centro de Florianópolis. Do hotel, caminhamos até a Ponte Hercílio Luz, passando pelo Parque da Luz (um grande parque urbano da cidade), que possui um mirante com uma vista espetacular.

Parque da Luz

Parque da Luz

Mirante do Parque da Luz

Mirante do Parque da Luz

 

Da ponte, seguimos em direção a Praia de Fora e seu calçadão que conta com uma ótima ciclovia. Infelizmente a praia hoje é impropria para banho, mas o visual e a caminhada pelo calçadão compensam! Cansados depois de tanto caminhar com o sol a pino, sentamos no Quiosque da Praça de Portugal e desfrutamos de uma cerveja gelada. O local estava bem cheio e no dia serviam um feijão tropeiro que estava com um cheiro espetacular.

No Quiosque, conhecemos uma figura singular! O Theo… Um cachorrinho simpático que acompanhava seu dono na cestinha de uma bicicleta, todo preparado para o passeio! O Theo fez um sucesso no quiosque e é obvio que registrei sua presença, confiram abaixo:

Theo

Theo preparado para o passeio

Com as energias recuperadas, caminhamos pela Praia de Fora até o Beiramar Shopping, considerado um dos mais tradicionais de Florianópolis. Aproveitamos para almoçar por lá, já que nosso próximo destino seria o Mercado Público de Florianópolis e já sabia que os restaurantes do mercado estariam fechados, uma vez que o local passa por reformas.

Na região em que está localizado o shopping, vimos ótimas opções de bares e restaurantes, e acabamos por descobrir que os entornos das Ruas Bocaiúva e Rua Altamiro Guimarães ferve nas noites de Florianópolis, com uma vida noturna agitada. Assim, optamos por voltar ao local outro dia à noite.

Como disse, do shopping, pegamos um táxi e seguimos até o Mercado Central de Florianópolis.

Mercado Público de Florianópolis

Mercado Público de Florianópolis

O Mercado, fica ao lado do Largo da Alfândega (praça do centro histórico de Florianópolis). Foi construído em 1898 e conta hoje com duas alas. Infelizmente pegamos a ala Sul fechada para reformas e a previsão é que fique assim até o fim de 2015. Nela ficam localizadas as peixarias, algumas lojas de pesca e principalmente os bares e restaurantes do mercado, famosos por servir as ostras e pratos típicos da cidade. A ala Norte é composta por diversas lojas que vendem desde calçados a artesanatos, acessórios e artigos de decoração.

Loja no Mercado Público de Florianópolis

Gabi apaixonada pelas pantufas no Mercado Plúbico de Florianópolis.

O restaurante mais badalado do Mercado, é o Box 32, sendo um dos bares mais famosos da cidade de Florianópolis. Como não experimentamos, vou ficar devendo mais informações.

Um pouco mais adiante, entramos no Camelódromo de Florianópolis.  Pense num mundo de bugigangas?! Hehehe… Então este é o lugar. Ideal para encontrar algumas capinhas de Smartphone entre outros acessórios.

Chegávamos o fim do dia. Já cansados, resolvemos voltar ao Hotel para descaçar e comer algo mais a noite para dormir cedo. A prova da Gabi se aproximava e o principal motivo de nossa viagem era esse. Deixo para contar no próximo post (que juro, não irá demorar tanto quanto este), nosso passeio pelas Dunas de Joaquina e Lagoa da Conceição, com algumas dicas de restaurantes, locação de carro em Florianópolis entre outras.

Até logo…

 

 


Notas e Moedas

No nosso primeiro post sobre a viagem para Buenos Aires, fiz um comentário que intrigou alguns leitores: Porque cheguei a pensar em suicídio (vc´s verão que não sou nada melodramático) ao conhecer um brasileiro que trabalhava com câmbio em Buenos Aires. Bom, com esse post tentarei explicar os acontecimentos e buscarei pelo menos ajudar as viajantes a decidir o que é melhor, peso ou real!

Conosco, depois de muito ler e pesquisar sobre o que seria melhor para a viagem, optamos por realizar o câmbio no banco La Nación ainda no Aeroporto de Ezeiza, casa de câmbio que um dia já teve fama de ser a melhor opção para troca de moedas. Não realizei toda a troca por lá, já que li também em alguns blogs e sites, que o câmbio realizado diretamente nos bares e restaurantes, compensava, como veremos adiante.

E o grande problema de se viajar para Buenos Aires é que além do câmbio oficial, agora há também o tal do câmbio paralelo (câmbio negro), piorando ainda mais a situação, o fato de existirem varias maneiras de se realizar a troca de moeda, tais como: casas de câmbio ainda no Brasil, casas de câmbio oficiais lá em Buenos Aires, nos caixas eletrônicos de lá e de maneira informal nos “câmbios paralelos”. Além disso, como disse inicialmente, você consegue realizar algumas compras pagando em real ou até mesmo em dólar, ao invés da moeda local. E é ai que entrou meu desespero!!!

Como li em diversos lugares que o “câmbio paralelo” pode vir a ser perigoso devido a grande falsificação do peso argentino, realizei a troca do real pelo peso quase que todo no banco La Nación. Mas reservei um pouco de real para testar as duas outras modalidades de câmbio, tanto no mercado paralelo, como pagando compras em reais. E vou lhe dizer… se arrependimento matasse!

Banco La Nacion – Aeroporto Ezeiza

Em rápida procura na internet sobre como realizar o melhor câmbio, você logo vê que as casa de câmbios oficiais, hoje em dia quase não são mais utilizadas. Como já é de conhecimento geral, a economia da Argentina vai de mal a pior e o governo da Presidenta Kirchner acabou impondo pesadas restrições aos portenhos quanto à possibilidade de compra de dólar. Tudo isso para tentar evitar a enxurrada de dólares. Com isso, acabou-se por criar um mercado paralelo muito forte, sendo esta a melhor e talvez única forma que os argentinos encontraram para realizar o câmbio, burlando as restrições impostas. Um tipico “jeitinho portenho”! hehehe…

Além disso, com o mercado paralelo, alguns restaurantes, lojas e até hotéis, passaram a aceitar o pagamento em reais e/ou dólares, ao invés da moeda argentina. E nesse caso, pelo menos quase que sempre com a gente, as cotações eram extremamente mais vantajosas. A título de exemplo, uma parte da conta do hotel (a conta do café da manhã que era pago a parte), resolvi pagar com reais, e consegui a cotação de 1 Real = 3,70 Pesos. Ai, vai de cada um, optar ou não por andar com duas ou até três tipos de moedas diferentes na carteira. Ocorre que, esse pagamento em real bem como o câmbio no mercado paralelo, só deixei para fazer no ultimo dia, com medo de que algo desse errado. E foi ai vi o quanto perdi de dinheiro.

Como sabia que o local mais seguro para se realizar o câmbio era no Banco La Nación dentro do Aeroporto, e que ele ficava aberto 24hs por dia, deixei para realizar o câmbio todo por lá, não adquirindo nenhum peso argentino ainda no Brasil, pois a cotação estava ainda pior:

  • Câmbio no Brasil – R$ 1,00 = ARS$ 2,20
Na calle Florida vc encontra varias casas de câmbio

Na calle Florida vc encontra varias casas de câmbio

E já em Buenos Aires, nas casas de câmbio oficiais, os valores variavam bastante, mas acabei realizando a troca ainda no aeroporto, pois chegamos na cidade por volta das 22hs da noite. Assim, só a casa de câmbio no aeroporto estaria aberta. Mas os valores em Setembro de 2013, data que fiz as pesquisas, eram os seguintes: 

  • Câmbio Banco de La Nación

1 real = 2,36 pesos
1 dólar = 5,70 pesos

  • Câmbio Rua Florida

1 real = 2,37 pesos
1 dólar = 5,72 pesos

Uma outra possibilidade é realizar o saque com seu cartão de débito brasileiro nos caixas eletrônicos de Buenos Aires, já sacando em moeda local (pesos). Mas essa era a opção menos interessante, com a cotação do peso argentino oficial. Mas vale como uma emergência, caso precise de algum dinheiro de ultima hora.

Mas é agora que vocês entenderão o desespero! Rsrsrs… Vamos falar do câmbio paralelo. Como disse no primeiro post, só realizei a troca de moedas no câmbio paralelo no penúltimo dia com alguns poucos reais que haviam sobrado. Quem nos indicou o local, foi um vendedor BRASILEIRO de uma simpática adega na Rua Tucumán próxima a Calle Florida, no Centro de Buenos Aires. Não me recordo (infelizmente) do nome da Adega e do nome do rapaz. Ele nos levou até um guia também brasileiro, que possui uma pequena agência numa Galeria onde comercializa pacotes de atrações turísticas (shows de tango, zoo de Lujan, passeio pelo Rio Tigre, etc) entre outras coisas, como o próprio câmbio paralelo, trocando o dinheiro com turistas. Foi com ele que consegui ótimos valores para realizar o câmbio em Buenos Aires. A galeria onde fica localizada a Agência fica bem na frente da Adega na rua Tucumán, no ultimo andar (subsolo).

  • Câmbio Agência de Viagens na Galeria

1 real = 3,50 pesos
1 dólar = 9,00 pesos

Notaram a diferença??? A cada 1 peso que troquei junto ao Banco La Nación, perdi 1,15 pesos no câmbio paralelo. Não parece muita coisa, mas somando tudo ao final da viagem, foi uma diferença de mais de 1.140,00 pesos! É ou não é para se matar??? Hauhauhauhaua… Se fosse em dólar então, a diferença seria ainda maior!!! No restaurante e hotel, onde paguei com reais, a cotação foi ainda maior, conseguindo realizar a troca de 1 real por 4 pesos a 4,30 pesos.

O local onde trocamos o dinheiro no paralelo é bem tranquilo e todas as notas que recebemos eram verdadeiras (esse é o grande problema do câmbio paralelo). Se existem locais melhores e com cotações ainda melhores? Não sei, provavelmente sim, mas preferimos não arriscar. No mesmo local, aproveitamos para comprar os ingressos do show de tanto (Madero Tango), que adoramos e será motivo para um novo post logo logo. Também foi disparado o melhor preço que encontramos por toda Buenos Aires.

Galeria na Rua Tucumán

Galeria na Rua Tucumán

Existem ainda, alguns sites que lhe mantem atualizado da cotação do câmbio em Buenos Aires. Tanto no paralelo – que recebem o nome de “real blue” – quanto no oficial. Um site que utilizei para olhar essa cotação é o DolaarBlue. No site você consegue ter uma noção do valor do câmbio paralelo. Vale lembrar ainda, que quanto mais dinheiro se troca, melhor a cotação. Uma boa dica é deixar para realizar a troca em apenas um local e se estiverem viajando em mais de uma pessoa, juntando todos os valores.

Por fim, vale uma última dica! AS NOTAS FALSAS!!!

Com o câmbio paralelo, o que se viu foi uma enxurrada de pesos argentinos falsos pela cidade de Buenos Aires. E as notas mais falsificadas são as de alto valor, ou seja, as de 50 e 100 pesos. Como a identificação não é tão fácil, é capaz até mesmo de uma nota falsa circular por sua mão e você nem tomar conhecimento. O “golpe” mais conhecido em Buenos Aires, para troca dessas notas falsas são os aplicados pelos taxistas, onde você paga a corrida com uma nota de 50 ou 100 pesos verdadeira e, de forma quase que imperceptível, ele devolve uma nota semelhante a que você deu, dizendo que você está tentando pagar a corrida com uma nota falsa. Ou seja, ele embolsa a nota legitima que você deu, e lhe devolve uma nota falsa, lhe obrigando ainda a pagar a corrida novamente.

Existem algumas dicas para conferir as notas, mas elas não são 100% seguras. Mas sempre que estiver com uma nota alta nas mãos, confira se são verdadeiras. Você irá reparar que isso é um hábito comum entre os portenhos, quando lhes for entregue uma nota de 50 ou 100 pesos.

As dicas para conferir as notas verdadeiras são:

Identifique uma nota de peso falsa!

Ambas as cédulas de 50 e 100 pesos possuem uma tarja prateada que aparentemente são pontilhadas, como pode ser visto na imagem acima (fio de segurança), onde existe vários pequenos números brilhantes em sua extensão. Além disso, ao olhar contra a luz, é possível ver a marca d’água das cédulas, assim como fazemos aqui no Brasil. Existem ainda impressões na nota em alto relevo, bem como a utilização da tinta iridescente que muda de cor, com a mudança do ângulo de visão (por isso as pessoas além de colocá-las contra a luz, movimentam a cédula de um lado para o outro).

E você? Nos diga qual foi sua opção de câmbio em Buenos Aires. Real, Pesos ou Dólar? Onde fez a troca e como foi? Deixe seu comentário!!!

 


Buenos Aires

Buenos Aires – Casa Rosada ao fundo e protestos, muitos protestos!

Depois de muito tempo sem escrever no Blog (uma tortura diária por isso) volto hoje para contar como foi nossa aventura em Buenos Aires, depois de uma tentativa frustrada de conhecer as terras vizinhas em 2011 (graças a gripe suína, fomos obrigados a cancelar nossa viagem), já que agora conseguimos dar um pulo no nosso vizinho no final de 2013.

Foram 06 dias de imersão na cultura e culinária portenha. E tenho que admitir, tomamos um banho de cultura desses nossos vizinhos! Nos post`s que estão por vir, você encontrará algumas dicas para dar “um pulo” ali do lado e aproveitar ao máximo as terras Portenhas. Ainda mais agora, com os preços das passagens cada vez mais convidativos. No nosso caso, conseguimos voos partindo do Rio de Janeiro, pelo bagatela de R$ 170,00.

Teatro Colon

Ficamos hospedados no Hotel Tres65 Concept, que até agora não consegui definir se gostamos ou não! Rsrs… Mas logo mais você acompanha um review dele com o que achamos e entenderá minha duvida! 

Em um resumo do nosso roteiro, optamos por visitar o Centro e suas atrações turísticas no primeiro dia. Obelisco, Casa Rosada, Plaza de Mayo, Teatro Colon, Café Tortoni, Catedral entre outros lugares, finalizando com um final de tarde em Puerto Madero. Um grande protesto ocorria na Avenida de Mayo e na Praça de Mayo, mas vá se acostumando, eles são quase que diários nesses locais (em frente a Casa Rosada, sede do Governo Argentino). No final do dia, esticamos até a Cale Florida para conhecer a Galeria Pacifico. A noite, optamos por comer próximo ao hotel e assim experimentamos nossa 1ª empanada em Buenos Aires. UM DESASTRE, literalmente!!! (vc´s acompanharão num novo post).

No segundo dia, partimos para o Bairro da Recoleta. Achamos o bairro mais “charmoso” de Buenos Aires. Muito verde, ruas largas e construções históricas que nos remetem imediatamente para a Europa. Para muitos, Recoleta é um pedacinho da Europa bem no meio da América do Sul, e concordamos! Iniciamos o dia pelo Cemitério da Recoleta e o famoso (mas não tão vistoso, como vc’s perceberão) mausoléu de Evita Peron, curtimos muito a ótima praça à frente do Cemitério, cheia de muito verde e gente desfrutando do local, passando ainda Museu Nacional de Belas Artes e pela famosa Floralis Generica (a enorme flor de aço).

Floralis Generica

Floralis Generica

Finalizamos nosso dia passando pelo Hotel Alvear e seu luxuoso hall onde é servido um nada simples – p/ não dizer caro, muito caro – “Chá das Cinco”. De lá, retornamos para nosso hotel, pois a noite faríamos nosso 1º jantar em Buenos Aires, em Puerto Madero.

Bairro de La Recoleta

Bairro La Recoleta

No 3º Dia, seguimos até o Bairro Palermo. Recheado de enormes bosques verdes, na região você encontra o Jardim Botânico, o Jardim Japonês (que optamos por não entrar, conforme vocês verão num post exclusivo), além do Zoologico de Buenos Aires e mais alguma atrações. Nessa região, ficamos um pouco assustados com a sujeira! Em uma das calçadas (ao lado do Zoo) era simplesmente impossível transitar, de tanto cocô, isso mesmo, cocô de cachorro. De lá, seguimos até Palermo Soho, local dos Outlets argentinos, para gastar alguns pesos! Rsrs…

Calçada de Palermo! Campo minado…

E aqui, tenho que admitir que em nosso roteiro, havia descartado assistir a algum show de tango! 1º: pelos preços, 2º: pelo suposto tempo corrido! Mas não resistimos… E graças a um argentino “geti boua” e um brasileiro que trabalhavam juntos em uma Adega (onde compramos alguns vinhos e a tipica bebida Fernet Branca). Eles nos indicaram um brasileiro que estava em Buenos Aires já algum tempo trabalhando com câmbio (o que quase me levou ao suicídio – vc´s entenderão) e com ingressos para shows, passeios, etc.

Acabamos por adquirir ingressos para o Tango Puerto Madero e vou lhes dizer: SENSACIONAL! Adoramos o espetáculo e gostamos (com ressalvas) do jantar! Logo logo falo mais deles…

Tanto Puerto Madero

Tango Puerto Madero!

Nosso 4º dia começou em El Caminito. Uma das regiões mais tradicionais de Buenos Aires, com muita cor, tango e cultura, o bairro em si é fantástico. Por lá conhecemos o famoso Estádio La Bomboneira do Boca Juniors e a Feira de San Telmo, local aonde se encontra de tudo literalmente. Na região do Estádio, fomos repreendidos por um policial. Ele pediu para que eu guardasse minha câmera fotográfica e que se possível, evitasse transitar com a mesma aparente naquela região. Já era a 2ª vez que nos alertavam para esse tipo de coisa. Na Cale Flodira uma vendedora avisou a Gabi que seria interessante ela “guardar” o cordão que usava no pescoço. Ficamos assustados, mas não chegamos a presenciar nada de errado ou perigoso.

Por último e não menos empolgante, partimos no quinto dia para visitar o Zoológico de Luján. Um local incrível onde não só vimos vários felinos, elefantes entre outros bichos, como interagimos com eles. A sensação de se entrar numa jaula com alguns Tigres e/ou Leões é indescritível. Nesse dia, a saga para chegar ao Zoo que fica numa cidade vizinha à poucas horas de ônibus de Buenos Aires, não foi nada fácil, mas que pelo menos nos rendeu boas histórias e novas amizades.

Tigre no Zoo de Lujan

Tigre no Zoo de Lujan

Os post’s com os detalhes de cada dia já estão saindo do forno! Não deixe de acompanhar. As promessas são de ótimas dicas de onde comer, o que vale ou não vale a pena ver, onde se hospedar (Centro ou Recoleta por exemplo), como realizar o câmbio e principalmente onde trocar! Adoramos as terras portenhas e espero que você possa curtir um pouquinho dela junto com a gente.